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Asanas – posições físicas para o corpo e a mente
De maneira simples podemos encarar os asanas como posições corporais preferidas e naturalmente adotadas pelo nosso próprio corpo quer sentado, de pé ou sentado e que foram aperfeiçoada pelo Yoga. Assim, os asanas são posições que o corpo deve adotar para a prática do Yoga. O Hatha Yoga, decodificado por Goraksha Natha, ensina que no passado distante Shiva ensinou 8.4000.000 tipos de asanas, dos quais 84 são especialmente úteis para os praticante de Yoga pois são atribuídos a muitos deles resultados específicos. É certo e cientificamente comprovado que os asanas trás os seguintes benefícios psico-fisiológicos. 1. A movimentação de músculos ossos e articulação melhoram a flexibilidade músculo esquelética, aumenta a força e a resistência orgânica, 2. Pela ação mecânica sobre os órgãos vísceras e glândulas melhoram o sistema digestório, o sistema imunológico e o sistema endócrino, 3. Favorece a atividade de determinados nervos e plexos nervosos e produz além do seu efeito físico a melhora da consciência somática 4. Modifica o curso da circulação em todas as partes do corpo, condicionando, revitalizando e fortalecendo o sistema cardiocirculatório 5. Traz benefícios psicológicos como melhora da atenção, da memória e do aprendizado, equilibra o sono, a coordenação e o “estado de espírito”. Sua prática regular também diminui a ansiedade, a depressão e a agressividade. 6. Constitui uma via para a integração da consciência e possibilita seu aprofundamento e extensão além de sua habitual limitação pessoal Existe basicamente existe dois pontos de vista para a prática dos asana como método para operar mudanças na consciência. O primeiro (Hatha Yoga) alicerça-se no principio de que é preciso tornar o corpo físico perfeitamente saudável para possibilitar o fluxos de certos tipos de energia sutis que possibilitará a mudança no estado de consciência. Outro ponto de vista (Raja-Yoga) propõe que as mudanças na consciência se dêem pelo controle da vontade, na gradual supressão de todas as formas de perturbação da mente e considera o corpo físico como importante fonte desta perturbação. Assim o corpo é colocado em asanas a fim de que seja controlado e deixar de ser fonte de perturbação. Patanjali reconheceu o asana como a terceira etapa do caminho de oito para o desenvolvimento ( ashta –anga- yoga) que propôs, dedicando a esse tema 3 sutras que tratam, respectivamente das características, método para a execução e resultado esperado. Assim, a luz dos ensinamentos dos Yogasutras de Patanjali, faremos um breve estudo sobre os asanas. II-46 –Srhira-sukhan ásanam.
II-47 –Praytna-shaithihyánanta-samápattibhyám A tentativa de manter-se neste estado de imobilidade pode levá-lo a adotar certa rigidez que tornará seu corpo tenso. O ideal é combinar a imobilidade com o relaxamento. Somente assim será possível esquecer o próprio corpo. O relaxamento será alcançado quando a mente for liberada da atenção necessária para manter o esforço de permanecer na posição. Assim, deverá relaxar desse esforço e quebrar a conexão entre o corpo e a mente, de modo que o corpo possa manter-se na posição sem exigir qualquer atenção. II-48 – tato davndvánabhighá tah. Deste modo (tatah) os contrários (dvandva) não obstruirão (anabhighá tah) O resultado da perfeita prática do asanas trará do domínio no jogo alternado de tensão e relaxamento e, consequentemente, dos pares opostos através do domínio que envolve o corpo como um todo. Isso reflete a verdadeira integração da mente e do corpo não só durante a prática, mas expandido para qualquer momento. Esse é o processo que está por trás da meditação e o objetivo final da prática dos asanas. Assim “o asana quando corretamente executado é meditação”. Portanto o corpo nunca será obstáculo para a prática, mas sempre um trampolim para seu desenvolvimento.O sucesso dependerá da escolha da posição adequada para você. Iyengar observa que o corpo é denso, obtuso e tende à inércia. Para ele os asanas introduzem o princípio do dinamismo tornando o corpo mais vibrante. O próximo passo e aumentar o principio de luminosidade de modo a poder refletir a Luz de Si Mesmo .
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Originalmente, no período arcaico asana significava simplesmente um assento sobre o qual o sábio se posicionava durante a meditação e os rituais sacrificiais. Hoje é comum sintetizar a prática do Yoga na pura execução de asanas. Entretanto, se o conceito de asana enquanto síntese do Yoga é limitado, seu conceito como atividade física é extremamente amplo pelo potencial de resultados que pode alcançar.
Neste primeiro sutra destacam-se duas características essenciais à prática de asanas que são estabilidade e o conforto. Para experimentar este conceito o praticante deve escolher um dos asanas e permanecer por longo período sem sentir incomodo ou a mais leve tendência de movimentar-se. Só será possível a realização da prática quando o asana é corretamente escolhido em acordo com sua capacidade de executá-lo e em adequação com o seu limite físico. A prática estável, aos poucos, eliminará os pequenos desconfortos iniciais e ao manter a permanência na posição por tempo indeterminado poderá até esquecer por completo do seu corpo.
Recomenda-se focar a mente em outra idéia que não o corpo, de fato deve-se estabelecer um foco para concentração ou meditação que não as percepções do corpo e procurar manter-se nele. Patanjali, durante este processo, recomenda a meditação sobre ananta, que podemos entender com a força que representa o infinito. Ao focarmos nossa atenção sobre outra idéia liberamos um canal para o influxo da energia desta mesma idéia.