Tabagismo: apague está idéia

Sandra Regina dos Santos Galvão - Navrattna Mercês


Há pouco mais de um ano em Curitiba confesso que algumas coisas ainda me surpreendem. Uma delas, positivamente, são os ipês nesta época do ano com suas imensas copas amarelas ou rochas enfeitando as ruas, são de tirar o fôlego.

Outra coisa que me surpreende e que literalmente também tira fôlego, mas agora negativamente, é constatar como as pessoas fumam nesta cidade. No estado do Paraná existe duas leis estaduais - 14.743/05 e 15.492/07 - que proíbem o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e derivados do tabaco em recintos coletivos, públicos ou privados. Porem não é raro, por exemplo, irmos ao um restaurante e observarmos que ainda existem áreas destinadas a esta prática, como se a fumaça do cigarro ou o seu cheiro acre que permanece depois, obedecessem alguma fronteira.



Meu objetivo não é agir de uma forma preconceituosa mesmo porque entendo o tabagismo como é um problema grave de saúde pública e um problema de qualidade de vida. A vida fica pior não só para as pessoas que fumam mas também para as que não fumam.

Aproveitando que no dia 29 de agosto comemorou-se o dia nacional de combate ao fumo e o próximo do 16 de novembro comemorar-se-á O dia do não fumar, quero aproveito para fazer este alerta. Não há como falar sobre este tema sem abordar as mazelas que este “hábito” traz.

O Dr Celso Antônio Rodrigues, chefe do Núcleo de Prevenção da Gerência do Câncer do Distrito Federal, adverte que “Nunca uma epidemia causou tantas mortes quanto está causando o tabagismo, uma epidemia que alcança o mundo inteiro. Não há um país em que não se fume.”

Você sabia que no Brasil estima-se que 200 mil pessoas morrem precocemente a cada ano devido ao tabagismo?

Você sabia que metade dos seis tipos de câncer que mais matam hoje no Brasil tem o cigarro como fator de risco?

O especialista afirma que, dentre as substâncias presentes no cigarro, as mais maléficas à saúde humana são o benzopireno e o monóxido de carbono, que alteram o DNA da célula, transformando uma célula normal em uma célula diferente e, posteriormente, em um tumor.

 
O fumo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão, causador de 12 mil mortes por ano no país. Além disso, o cigarro está relacionado à causa de tumores malignos em vários outros órgãos como: boca, laringe, pâncreas, rins, bexiga, dentre outros. Ainda nos pulmões, o uso do cigarro provoca outras doenças graves como: o enfisema, a bronquite, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, dentre outras.

Das mortes causadas pelo fumo 25% são decorrentes de doenças coronarianas, como infarto do coração. O cigarro causa lesões nos vasos sanguíneos de todo o corpo, propicia acidentes vasculares cerebrais, mais conhecidos como “derrames”, e aumenta a concentração de LDL (colesterol “mau”) e diminui a concentração de HDL (colesterol “bom”) no sangue.

Na verdade, não há um órgão do organismo que esteja livre de doenças em função do hábito de fumar.

O tabagista passivo ou fumante passivo é aquele que não fuma, mas está exposto à fumaça de cigarros de parentes, amigos, colegas de trabalho ou de estranhos que compartilham o mesmo espaço, mesmo que temporariamente, como em restaurantes, shopping e até mesmo o ponto de ônibus.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde o cigarro é o maior poluidor ambiental doméstico. Como as pessoas passam 80% de seu tempo em locais fechados quer seja no trabalho, nas residências ou em locais de lazer há grande risco de exposição excessiva a esta fumaça. As crianças são as maiores vítimas do fumo passivo. Estima-se que aproximadamente 700 milhões de crianças, ou seja, quase a metade das crianças de todo o mundo são fumantes passivas, principalmente devido ao hábito de fumar de seus pais. Veja a gravidade disto, pois já se reconhece que os fumantes passivos têm muitas das doenças que os fumantes costumam apresentar, justamente por estarem expostos à fumaça do cigarro. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que o chamado o tabagismo passivo é a terceira principal causa de morte evitável no mundo, depois do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool.

Dados ainda apontam que crianças que convivem com fumantes, estão mais sujeitas a se tornarem fumantes e a fumar mais precocemente.

Por gerar uma sobrecarga no sistema de saúde, nos últimos 15 anos o Ministério da Saúde vêm criando várias medidas para desestimular o consumo de cigarro. De fato é uma preocupação. O fumo é o causador de mortes precoces em idade produtiva, do aumento as faltas no trabalho, da redução a qualidade de vida de fumantes e de sua família.



A seguir, uma lista com algumas boas notícias para a sua saúde, depois que se apaga o último cigarro de sua vida, fonte UNIFESP.

1 - Em 20 minutos a pressão arterial e os batimentos cardíacos retornam ao normal
2 - Em 8 horas os níveis de monóxido de carbono retornam ao normal
3 - Em 1 dia há redução do risco de ataque cardíaco
4 - Em 3 dias há relaxamento dos brônquios e aumento da capacidade respiratória
5 - De 2 a 12 semana melhora a circulação
6 - Entre poucos dias e algumas semanas (dependendo do quanto e por quanto tempo a pessoa fumava) o paladar e o olfato se recuperam completamente
7 - De 1 a 9 meses há redução de tosse, infecções e ocorre melhora da capacidade respiratória
8 - Em 1 ano o risco de doença coronária cai pela metade
9 - De 10 a 15 anos o risco de doença coronariana se iguala ao de uma pessoa que nunca fumou
10 - De 15 a 20 anos o risco de câncer se aproxima do risco de uma pessoa que nunca fumou.
 
Só você pode apagar esta idéia.
 Namastê!

 

 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar